Proteção solar no Verão: os erros comuns que comprometem a proteção que você pensa ter
(6 minutos de leitura)
Introdução
Você usa protetor solar todos os dias de Verão e, mesmo assim, volta da praia com a pele mais escura do que devia? Não está sozinho. A maior parte das pessoas que aplica protetor solar não está, na prática, protegida com o FPS que está escrito no rótulo. E a razão não tem nada a ver com a qualidade do produto - tem a ver com a forma como ele é usado. Neste artigo, a equipa farmacêutica da Farmácia 24 reúne os erros mais frequentes na proteção solar, explica porque acontecem e mostra o que a ciência recomenda para os corrigir.
Porque vale a pena dedicar cinco minutos a este tema
A proteção solar não é um capricho estético de Verão. É uma medida de saúde pública com impacto direto na incidência de cancro de pele, no envelhecimento cutâneo e na qualidade de vida a longo prazo. Talvez pense que, com tanto sol, Portugal esteja entre os países europeus mais afetados por cancro de pele. Na realidade, os números colocam-nos entre os mais baixos do continente - ao contrário de países nórdicos, onde a pele naturalmente mais clara da população se combina com hábitos de exposição solar intensa e concentrada, sobretudo em época de férias. Isto não significa que possamos baixar a guarda. Significa apenas que o risco em Portugal está mais ligado à exposição contínua ao longo do ano do que a episódios pontuais - e que os erros de aplicação do protetor solar continuam a comprometer a proteção de qualquer pele, seja em Lisboa ou em Oslo.

O impacto vai muito além de uma queimadura
Uma exposição solar mal gerida tem consequências que ultrapassam o desconforto de um dia. A nível físico, o dano UV acumula-se ao longo da vida e está diretamente ligado ao fotoenvelhecimento - rugas precoces, manchas, perda de elasticidade - e ao risco de cancro cutâneo, cuja incidência tem vindo a aumentar de forma consistente na Península Ibérica ao longo das últimas décadas. A nível emocional, queimaduras solares e manchas de hiperpigmentação afetam a autoestima e podem gerar ansiedade em relação à exposição de peles mais sensíveis, sobretudo em quem já teve reações graves. No plano laboral, quem trabalha ao ar livre - construção, agricultura, desporto - enfrenta um risco cumulativo muito superior à média, com implicações em produtividade quando surgem queimaduras ou dermatites. E, no plano relacional, não é raro que more o desconforto de dor ao toque ou a necessidade de evitar atividades de família ao ar livre depois de uma exposição mal calculada.
Sinais de que a pele está a sofrer mais do que devia
Vale a pena reconhecer os sinais precocemente:
- Vermelhidão que aparece horas depois da exposição e que dói ao toque;
- Sensação de calor na pele mesmo depois de sair do sol;
- Descamação nos dias seguintes a uma exposição mais intensa;
- Manchas escuras que não desaparecem com o fim do Verão;
- Comichão persistente, sobretudo em zonas pouco habituadas ao sol;
- Aparecimento ou alteração de sinais (forma, cor, tamanho) - este último é sempre motivo para consulta.
Os erros que mais comprometem a proteção solar
Aplicar pouco produto
Este é, de longe, o erro mais estudado. Os testes de FPS em laboratório usam uma quantidade de referência de 2 mg por cm² de pele - o que, na prática, corresponde a cerca de 36 gramas para o corpo todo de um adulto numa única aplicação. Estudos que mediram o comportamento real dos consumidores encontraram quantidades muito abaixo disso: um estudo em contexto de prevenção de cancro de pele registou uma mediana de aplicação de apenas 0,79 mg/cm², menos de metade do necessário para obter o FPS indicado no rótulo. Um protetor solar de FPS 50 aplicado dessa forma pode, na prática, oferecer uma proteção efetiva muito mais próxima de um FPS 8 a 10. Ou seja: o número no frasco só é válido se a quantidade aplicada for a correta.
Não reaplicar (ou reaplicar tarde demais)
A proteção solar não é um "aplicar de manhã e esquecer". O suor, a água, a toalha e o simples atrito da roupa removem produto ao longo do dia. Estudos mostram que uma segunda aplicação, feita pouco depois da primeira, aumenta significativamente a área de pele coberta e reduz as chamadas "zonas esquecidas" - que, em média, correspondem a cerca de 20% da superfície corporal exposta.

Achar que dias nublados dispensam proteção
Este é talvez o erro mais subestimado. As nuvens não bloqueiam a radiação UV da forma como bloqueiam a sensação de calor. Consoante o tipo de nebulosidade, entre 30% a quase 90% da radiação UV consegue atravessar a cobertura de nuvens, e em certas condições de nuvens dispersas o efeito de dispersão pode mesmo aumentar a intensidade de UV que chega à pele. É por isso que tantas pessoas se queimam em dias "cinzentos" - a ausência de calor engana a perceção de risco.
Ignorar a interação com medicamentos
Um erro pouco falado, mas relevante do ponto de vista farmacêutico: vários medicamentos de uso comum aumentam a fotossensibilidade da pele, incluindo alguns antibióticos (tetraciclinas, quinolonas), anti-inflamatórios não esteroides, diuréticos, retinóides orais e certos antidepressivos. Quem está a tomar este tipo de medicação deve reforçar a proteção solar e, em caso de dúvida, pedir aconselhamento na farmácia antes de se expor ao sol durante o tratamento.
Outros erros pequenos mas frequentes
- Guardar o protetor solar do ano anterior sem verificar o prazo de validade;
- Deixar o frasco no calor do carro, o que pode degradar os filtros;
- Esquecer zonas como orelhas, nuca, pés e couro cabeludo com pouco cabelo;
- Confiar apenas na maquilhagem com FPS como proteção principal;
- Não usar chapéu, óculos de sol ou roupa como complemento - a chamada fotoproteção física.
Quando procurar aconselhamento farmacêutico ou médico
Nem todos os sinais se resolvem com um creme calmante em casa. Deve procurar aconselhamento farmacêutico ou médico se tiver bolhas extensas, febre associada à queimadura, dor intensa que não melhora com analgésicos comuns, ou sinais de desidratação após exposição prolongada ao calor. É igualmente importante marcar consulta de dermatologia perante qualquer alteração num sinal existente ou o aparecimento de uma lesão nova que não cicatriza - o diagnóstico precoce é o fator que mais influencia o prognóstico do cancro de pele.
Hábitos diários que fazem mesmo a diferença
Para além do óbvio "usar protetor solar", a evidência científica aponta para práticas concretas: aplicar o protetor solar 20 a 30 minutos antes da exposição, reaplicar a cada duas horas (e sempre depois de nadar ou suar), evitar a exposição direta entre as 11h e as 16h - período de maior intensidade UV -, e complementar com chapéu de aba larga, óculos de sol com proteção UV e roupa com tecido mais denso. A hidratação da pele e do corpo também ajuda a manter a barreira cutânea funcional, o que reduz a suscetibilidade a lesões. Escolher um FPS igual ou superior a 30, de amplo espectro (proteção UVA e UVB), continua a ser a recomendação de base da generalidade das sociedades de dermatologia europeias.

O que há de novo na proteção solar
A investigação mais recente tem-se dedicado a três frentes: fórmulas com melhor proteção UVA (historicamente mais negligenciada do que a UVB), texturas mais leves que incentivam a reaplicação real, e proteção oral complementar à base de antioxidantes, que reforça a defesa da pele contra o stress oxidativo induzido pela radiação - sem nunca substituir o protetor solar tópico. Paralelamente, campanhas de rastreio como as organizadas por associações de dermatologia em Portugal têm reforçado a mensagem de que a prevenção e a detecção precoce são, hoje, os dois pilares mais eficazes contra o cancro de pele.
Top 5 dos produtos mais procurados para proteção solar

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1 - Anthelios UVMune 400 Fluído Invisível SPF50+ - Proteção facial de amplo espectro com toque seco: fluído facial com FPS50+ e a tecnologia de filtro UVA mais recente da La Roche-Posay. Textura invisível e toque seco, sem deixar marcas brancas. Indicado para uso diário no rosto, mesmo em peles mais sensíveis.

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2 - Isdin Fotoprotector Hydro Lotion Spray SPF50 - Proteção corporal em formato prático: spray de rápida absorção com FPS50 e ação hidratante, pensado para facilitar a reaplicação ao longo do dia. Textura fluída, sem resíduo oleoso. Indicado para toda a família, em uso corporal.
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3 - Lierac Sunissime Duo Cápsulas - Preparação solar com complexo antioxidante: suplemento alimentar com betacaroteno, vitamina E, selénio e licopeno, formulado para reforçar a defesa celular da pele antes e durante a exposição solar. Complementa a proteção tópica diária, sem nunca a substituir.

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4 - Piz Buin After Sun Loção Hidratante Suavizante e Refrescante - Alívio imediato depois do sol: loção com aloé vera e extrato de menta, que hidrata durante 24h e ajuda a prevenir a descamação da pele. Fórmula ultra fresca e de rápida absorção, com efeito refrescante imediato. Indicada para rosto e corpo.

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Em resumo
A maior parte dos danos causados pelo sol não vem da falta de vontade de se proteger, mas de pequenos erros de aplicação: pouco produto, reaplicação tardia, confiança excessiva em dias nublados e esquecimento das interações com medicação. Corrigir estes hábitos é simples e tem um impacto direto na saúde da pele a curto e a longo prazo. Se está a preparar a mala de praia ou a rotina de Verão, vale a pena rever a sua escolha de protetor solar - e escolher com base em evidência, não em promessas de rótulo. Descubra o top 5 da coleção de proteção solar da Farmácia 24 e encontre o produto certo para a sua pele.
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Este texto foi produzido com a ajuda da Inteligência Artificial.

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