Skip to content
Welcome! | Free samples with all orders | Free shipping for purchases over 40€ (PT Cont.) | Shipping in 24-48 hours*
Free shipping over €40 (PT Mainland) | Delivery 24-48h* | With samples
Eixo intestino-cérebro: porque a saúde digestiva influencia o humor e a imunidade

Eixo intestino-cérebro: porque a saúde digestiva influencia o humor e a imunidade

🎙️ Prefere ouvir? Veja o episódio completo do Farmácia Sem Bula:

(5 minutos de leitura)

Introdução

Já sentiu um nó no estômago antes de uma entrevista de emprego? Ou reparou que, depois de uma semana de prazos apertados, a digestão parece ter entrado em greve? Não é imaginação: o seu intestino e o seu cérebro conversam o dia inteiro.

Esta ligação chama-se eixo intestino-cérebro e é hoje uma das áreas mais estudadas da medicina. Um estudo da Rome Foundation com mais de 73 mil adultos de 33 países concluiu que mais de 40% das pessoas inquiridas online tinham pelo menos uma perturbação da interação intestino-cérebro, como a síndrome do intestino irritável [1]. Neste artigo explicamos como funciona esta conversa, que sinais merecem atenção e que hábitos a mantêm em bons termos.

O que é o eixo intestino-cérebro e porque deve conhecê-lo

O eixo intestino-cérebro é uma rede de comunicação nos dois sentidos. O cérebro envia ordens ao intestino, e o intestino responde com sinais que influenciam a forma como você pensa, sente e reage. Esta troca acontece por quatro vias: o nervo vago, as hormonas do stress (como o cortisol), o sistema imunitário e as substâncias produzidas pela microbiota intestinal [2].

A microbiota intestinal, também conhecida como flora intestinal, é o conjunto de microrganismos que vivem no seu intestino. Durante anos repetiu-se que as bactérias eram dez vezes mais numerosas do que as células humanas, mas uma revisão de 2016 corrigiu as contas: a proporção é próxima de um para um, ou seja, cerca de 38 biliões de bactérias [3].

Duas curiosidades mostram a importância desta rede. Cerca de 90% da serotonina do organismo é produzida no intestino, e certas bactérias regulam essa produção [4]. Além disso, cerca de 70% do sistema imunitário encontra-se no tecido linfoide associado ao intestino [5]. Cuidar da saúde intestinal é, por isso, cuidar também da imunidade e das defesas no outono e do equilíbrio emocional, e muitos dos fatores que a influenciam dependem de escolhas diárias.

Quando o intestino não está bem: o impacto no corpo, na mente e na rotina

Um intestino em desequilíbrio raramente se limita a sinais digestivos. Inchaço, cólicas e alterações do trânsito intestinal tornam o dia mais pesado e prejudicam o sono. A relação entre intestino e ansiedade funciona nos dois sentidos: o stress e a falta de energia agravam os sintomas digestivos, e o desconforto alimenta a ansiedade.

Um estudo belga com mais de mil participantes verificou que dois grupos de bactérias, Coprococcus e Dialister, estavam reduzidos em pessoas com depressão, mesmo após o ajuste para o uso de antidepressivos [6]. É uma associação e não uma prova de causa, mas reforça a ligação entre intestino e humor.

As consequências chegam ao trabalho e às relações: a concentração diminui, e há quem recuse jantares ou viagens por receio dos sintomas. O estudo da Rome Foundation associou estas perturbações a pior qualidade de vida e a mais consultas médicas [1].

Sinais de alerta a que deve estar atento

Alguns sinais comuns sugerem que o eixo intestino-cérebro pode precisar de atenção:

  • inchaço abdominal e gases frequentes, sobretudo ao fim do dia;
  • alternância entre prisão de ventre e diarreia;
  • digestão lenta ou sensação de peso após as refeições;
  • desconforto digestivo que surge ou piora em fases de stress;
  • cansaço persistente, sono pouco reparador ou irritabilidade;
  • constipações que parecem repetir-se mais do que o habitual.

São sinais inespecíficos, mas se surgem juntos e pioram em fases exigentes, o seu corpo está a enviar uma mensagem.

Os hábitos que sabotam o seu intestino

Alguns comportamentos têm um peso evidente. Uma alimentação rica em ultraprocessados está associada a maior risco de ansiedade e depressão, segundo uma revisão de meta-análises publicada no BMJ [7]. A falta de variedade também pesa: o projeto American Gut verificou que quem comia mais de 30 tipos de plantas por semana tinha uma microbiota mais diversa do que quem comia 10 ou menos [8]. E os antibióticos sem indicação médica deixam marca, já que a microbiota de alguns participantes de um estudo de referência não recuperou totalmente após ciclos repetidos [9].

Outros hábitos são pequenos, mas somam-se: comer sempre os mesmos vegetais, saltar refeições, dormir pouco, passar o dia sentado. Há ainda os que atrasam a solução, como adiar a consulta durante meses, usar laxantes ou antiácidos por longos períodos sem aconselhamento, ou assumir que "é dos nervos" sem investigar.

Quando procurar ajuda médica e considerar tratamento

Consulte o seu médico sem demora se notar:

  • sangue nas fezes ou fezes negras;
  • perda de peso sem explicação;
  • dor abdominal que o acorda durante a noite;
  • vómitos persistentes ou febre;
  • alterações do trânsito intestinal com mais de três semanas, sobretudo depois dos 50 anos ou com história familiar de cancro colorretal.

O mesmo vale para a saúde mental: tristeza persistente, perda de interesse pelas atividades habituais ou ansiedade que interfere com a rotina durante mais de duas semanas justificam uma avaliação profissional. Em caso de dúvida, ligue para o SNS 24 (808 24 24 24).

O tratamento farmacológico deve ser orientado pelo médico. Para queixas ocasionais e ligeiras, o farmacêutico pode aconselhar medicamentos para diarreia, cólicas e obstipação não sujeitos a receita médica, e os suplementos podem ser um complemento útil, mas nunca substituem o diagnóstico nem a medicação prescrita.

Práticas diárias para cuidar do eixo intestino-cérebro

Desafie-se a comer 30 plantas por semana

Frutas, legumes, leguminosas, cereais integrais, frutos secos, sementes e ervas aromáticas contam todos. A variedade alimenta bactérias diferentes [8]. Uma sopa com seis legumes já vale seis pontos.

Inclua alimentos fermentados

Num ensaio da Universidade de Stanford, quem aumentou o consumo de iogurte, kefir, chucrute, kimchi e kombucha durante dez semanas apresentou maior diversidade microbiana e uma descida de 19 proteínas inflamatórias no sangue [11].

Aproxime-se do padrão mediterrânico

No ensaio SMILES, adultos com depressão que adotaram um modelo mediterrânico modificado tiveram uma taxa de remissão de 32,3%, contra 8,0% no grupo de controlo [12]. O estudo foi pequeno e a dieta complementou o tratamento habitual, mas o sinal é encorajador.

Mexa-se, durma e respire devagar

A atividade física está associada a maior diversidade microbiana, como se observou em atletas [10]. A respiração lenta, com cerca de seis ciclos por minuto, está associada a maior atividade do sistema parassimpático, do qual o nervo vago é peça central [13].

O que diz a ciência mais recente

O termo "psicobióticos" surgiu em 2013 para designar probióticos com potencial efeito na saúde mental [14]. Uma meta-análise encontrou efeitos pequenos, mas significativos, dos probióticos nos sintomas de depressão e ansiedade, enquanto os prebióticos isolados não diferiram do placebo [15].

Em 2023, um ensaio piloto do King's College London com 49 adultos com depressão, já medicados, verificou que um probiótico multiestirpe durante oito semanas trouxe maior melhoria dos sintomas de depressão e ansiedade do que o placebo [16]. Os autores pedem estudos maiores, e o transplante de microbiota fecal continua em fase experimental. A tendência é clara: saúde mental e saúde digestiva deixam de ser mundos separados.

TOP 5: categorias de produtos para apoiar o eixo intestino-cérebro

Os probióticos são microrganismos vivos que, em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde [17]. Os efeitos dependem da estirpe, por isso conte com o aconselhamento do farmacêutico.

36,50€ 27,37€

1 -  Symbiosys Alflorex Dual Action: Probiótico para o bem-estar digestivo e psicológico - Suplemento alimentar com probióticos, desenvolvido para apoiar em simultâneo o bem-estar digestivo e o bem-estar psicológico. Uma escolha alinhada com o eixo intestino-cérebro para fases de stress com desconforto digestivo associado. Embalagem de 30 comprimidos.

20,99€ 15,74€

2 -  Nestlé Optifibre: Fibra solúvel para o trânsito intestinal - Fibra 100% solúvel de goma guar parcialmente hidrolisada, para a gestão nutricional da obstipação. Ajuda a reforçar o aporte de fibra quando a alimentação não chega. É um alimento para fins medicinais específicos, em lata de 250 g.

33,99€ 27,19€

3 - Pure Encapsulations Enzimas Digestivas Plus: Apoio a digestões difíceis - Combinação de enzimas obtidas por fermentação bacteriana, que apoia a digestão de proteínas, hidratos de carbono, gorduras e fibras vegetais. Indicada para quem sente peso ou digestão lenta após as refeições. Embalagem de 90 cápsulas.

13,99€ 11,19€

4 - Nutreov Magné Control: Magnésio para o stress e a fadiga - Fornece 300 mg de magnésio e 100% do valor de referência em vitaminas B6 e B9, num único comprimido por dia. O magnésio contribui para a função psicológica normal e para a redução do cansaço e da fadiga. Embalagem de 30 comprimidos.

21,99€ 10,99€

Next article Guia Rápido: Stressed e sem energia? O que o seu corpo está a pedir

Leave a comment

Comments must be approved before appearing

* Required fields